segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Um dos meus sonhos da adolescência


Meus irmãos me zuam até hoje. Eu já era uma "anta". Mais eu não queria ser o único animal da família. Eu tinha 13 anos de idade; dividia um beliche com uma de minhas irmãs. Eu dormia na cama de baixo. Lá pelas tantas da madrugada, em pesado sono, eu sonhei com um caminhão cheio de bois e vacas. O sonho era perturbador. A cancela da gaiola estava aberta. Eu via a hora um dos animais cair do carro. Na cama eu já suava frio, quando aconteceu o que eu mais temia: Uma vaca caiu do gaiolão fazendo um barulho horrível. Com o barulho eu despertei do sono em gritos desesperadores. A casa inteiradormia. Todos acordaram e correram para o meu quarto. Eu tremia muito. Todos me passavam as mãos; tentavam entender a história que eu contava com dificuldade (a respiração cansada por causa do susto). E quando todos tentavam me acalmar, minha irmã que dormia na cama de cima clamou: _Gente!Por favor! Alguém olha pra mim! Esse pirralho teve um sonho besta e se assustou. O meu caso é mais grave.     Meu pai, sem tirar os olhos de mim, disse a ela: _Minha filha, pare de querer atrair a atenção para você! Seu irmão teve um pesadelo.       Ela se irritou mais ainda:_Um Pesadelo!?  Eu to no chão! Alguém quer olhar pra mim!? Eu caí da cama. rsrsrsrsrsrrs.
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

"Anta" - Ser ou não ser. Eis a questão.


O lado bom de não conhecer muita gente na minha adolescência, era que tinha menos pessoas achando que eu era gay. Sempre que eu ia conhecer mais uma pessoa: “Será que vai achar que eu sou gay?” Um amigo do meu irmão ia nos visitar naquele dia.  Eu não queria parecer gay. Baguncei o cabelo; Coloquei a pior roupa; corri um pouco; e quando percebi que a visita entrava, me joguei no sofá e me pus a coçar o saco e o nariz ao mesmo tempo.  “Eu estava bem homem”; ou “bem anta”. Quando o meu irmão entrou, logo depois dele entrou uma “buterflay”. Meu! O cara parecia a Barbie; ou o Ken, o namoradinho da Barbie – o que dar no mesmo. A coisa olhou pra mim e disse: _ Bicha! O que é isso? Você ta só a capa do Batman. O que foi? O namorado te deixou? Ai! Passada! (olhou para o meu irmão) Você não me disse que tinha um irmão gay. Vamos ali, colega! (me tirou do sofá) Qual é o seu quarto? Vamos dar uma repaginada escândalo.    No quarto, a coisa me colocou roupa, cabelo, sandália, tudo exatamente como eu tinha costume de usar e disse: _ Pronto! Ta de causar inveja até na mona das monas. Fiz a minha boa ação de hoje: Salvei uma bicha. Agora é só purpurina, meu amor!    Eu quis dizer que não era bicha. Mais... mais eu não tinha certeza. Fiquei só no “ser ou não ser”. Eu era uma anta. Essa era a “Questão”.
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Na minha adolescência eu não comia, mais também não era "santo".


 Eu já contei em outra ocasião que eu fui virgem até os 20 anos - Doutrina... medo... viadagem... não sei. O certo é que eu demorei muito a fazer a primeira refeição. Retardatário como sempre, aos 17 anos eu ainda estava na minha terceira namorada. Às vezes eu não suportava o fato de não poder pegar e comer logo. Mais eu havia sido treinado para comer o "lanche" só na hora do "recreio". E o "bendito" recreio em questão era o "casamento". Em algum lugar em gêneses diz: "Por causa do sexo deu-se o casamento". Nem o fato de acharem que eu era gay me fazia transgredir isso. Também, quando eu nasci o meu pai havia me colocado em suas mãos espalmadas e me erguido em direção ao céu: "_Eis que nasceu entre nós o símbolo da obediência, e se chamará Obede". Eu estava fadado a obediência. Mais essa minha tal terceira namorada era diferente das outras. E induzido por ela eu fiz poucas e boas. "Obede, amanhã quando você vier me ver, rasgue o bolço dianteiro do lado esquerdo da sua calça". E assim eu fiz. Nos amassos da noite seguinte, ela meteu a mão no tal bolso rasgado e foi certinho no meu instrumento. Esse tipo de carícias se repetiram muitas noites seguintes. Eu sempre me esforçava muito para não melar a mão dela. Mais nem sempre eu conseguia. Uma das vezes, em que eu estava mais pra lá do que pra cá; a mão dela mais do que atolada no meu bolso; Chegou o pastor de nossa igreja querendo ver o meu "ex-futuro fracassado sogro". Ela disse: _ O papai ta lá dentro. (Escondendo a mão que havia terminado de puxar de dentro do meu bolso) Mais o pastor ainda não havia falado nada. E então ele disse: "_A paz do senhor, irmã! (e estendeu a mão para um cumprimento). Eu sabia que se ela o cumprimentasse, a mão dele ia ficar toda melada; nós teríamos nossas atividades na igreja suspensas por pelo menos um mês. Como bom cavalheiro que eu era, para livrá-la do constrangimento, estendi a mão e o cumprimentei; _ A paz do Senhor, meu pastor!" Por um momento eu me sentí o salvador da pátria. O plano teria dado certo se minha mão também não estivesse melada. Eu era uma anta mesmo! Eu tinha terminado de puxar a minha mão de debaixo da saia dela.
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Meus apelidos até a adolescência.


É mais trágico do que cômico. Mais não vai doer em vocês. É bom rir da desgraça dos outros. RsRsRs! "Cuscuz de fumo" - nem precisa dizer porque. Eu era o mais escurinho da família, o "negão". "Picolé de asfalto", "Picolé de piche", "Picolé de açaí", "fumo de rolo". Esses eram meus apelidos entre algumas pessoas da família, e na vizinhança. Na escola, eu não entendi direito porque, e não gosto de falar disso, mais por um tempo: "mendigo". Depois passaram a me chamar de "Capado"-eu tinha sido operado de fimose, havia passado seis meses sem ir à escola, e quando voltei ainda andava com dificuldade, e usava uma saia para evitar o contato da roupa com a cirurgia. Eu andava parecendo Moisés atravessando o mar vermelho levantando a roupa com as pontas dos dedos para não molhar a barra da saia. Era hilário. Um dia, irritado com o apelido, peguei um dos  garotos que me apelidavam pelo braço, e o levei ao banheiro para provar que eu não era capada coisa nenhuma. Me arrependi. Eu tinha tirado os curativos por aqueles dias. Parecia que um jabuti tinha levado metade das minhas partes. Tava quase só o lugar. Eu estava decepcionado. Eu era acostumado com uma coisa maior entre as pernas. Eu quase choro - de pena do garoto. Ele me olhou assustado: Meu Deus! Como é grande! Ele estava falando sério. Coitado dele. Se ele achava o que eu estava mostrando grande, o dele deveria ser só uma verruguinha. Decidi nunca mais mostrar para ninguém. Não entendi porque, mais pararam de me chamar de capado, e passaram a me olhar como quem olhavam para um estranho. E aquele garoto!? Se eu tivesse mostrado pra ele antes da cirurgia, ele teria me achado uma "anta".
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domingo, 5 de dezembro de 2010

Adolescência retardatária ou precoce? - "Eu já traí Jesus várias vezes"

   
Eu tinha 14 anos. Nunca esqueço! Foi a primeira vez que eu enforquei o palhaço.  Estávamos no banheiro: eu, eu mesmo....e...eu de novo. Pois é! Um abraço aos retardatários de plantão. Ou seja, um abraço a ninguém. Ninguém é tão anta a ponto de esperar fazer 14 anos para caprichar a primeira.  Parecia que eu ia morrer. Tudo rodou e eu dei vontade de virar o tarzan; a chita; sei lá! Eu estava desesperado. (Na noite anterior eu tinha sonhado com a Hebe de calcinha e tinha acordado todo melado. Não por causa da Hebe; por causa da calcinha. Tudo bem, foi por causa da Hebe. Mais até hoje eu nunca contei pra ninguém).Quando eu cheguei no ponto da vomitada do pirú, e me dei conta do que havia aconticido, bateu o peso do pecado que eu havia cometido contra o meu corpo - coisas da minha doutrina. Parecia que eu havia esporrado direto na cruz de Cristo. "Eu havia traído Jesus". Pra completar o peso de consciência, quando olhei para os países baixos: Uau! Que susto! O inchaço que aquilo tinha provocado me fazia se sentir um cavalo. Fui tomado pelo medo de nunca voltar ao normal. Saí pela casa a procurar o meu irmãzinho mais novo. Ele assistia tv na sala: _Maninho, nunca faça a besteira que eu fiz. Isso faz um tremendo mal. E pior! Você estará traindo Jesus. E ele me disse: _Se preocupa não. Depois volta ao normal. "Eu já traí Jesus várias vezes". Nossa! Eu me senti uma anta. O meu maninho tinha 11 anos.
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sábado, 4 de dezembro de 2010

Um dos maiores "vexames" de minha adolescência cinéfila.

       
Cinefilia - bem que isso poderia ser o nome de uma doença. Não! - imagina a cena: (O cara e uma garota se apresentam) _Eu espero que você não repare, mais eu sou hemofílica. _Nada! De boa! Eu sou cinéfilo. _Ô! Demorô!
       De fato os cineastas brisam legal nessa de criar mundos que não existem para agradar a nós cinéfilos. Spilberg então nem se fala. Eu, de mim já estou convencido que fui um cinéfilo precoce, e um adolescente retardatário. Na última, eu ainda estava imprecionado com os "Transformers", quando passei em frente há uma loja e vi na vitrine uma máquina Dolce Gusto. (Aquela cafeterinha da nestlê, com uma bolinha vermelha em cima de uma bola maior que parece um roborzinho corcunda, que não para de olhar pra gente). Eu entrei na loja. Agarrei na cabecinha da máquina com as duas mãos; e disse com bastante veemência:_ Vamos! Diga logo onde estar Mecatron! Insisti mais de uma vez. "O roborzinho" Dolce Gusto nada respondeu. Mais eu ainda acho que aquilo não é só uma máquina de fazer café. Eles pensam o quê? Que eu sou uma anta? Tudo bem. Eu sou uma anta. Mais o Spilberg deve concordar comigo.
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Na minha adolescência eu quase profanei a bíblia.

  
Eu tava com a faca e o queijo na mão. Ao invés de comer, eu li - a bíblia. Eu era uma anta! Eu tinha 17 anos. Vírgem. Doutrinarista. Ao sair do banho e entrar no meu quarto, vi  jogada na cama, nua em pelos, minha namorada. "Sexo só depois do casamento - Jesus passou maiores provações e venceu o mundo" Esse era o meu lema.  A garota que na igreja era quase a noiva Cristo; ao chegar em casa tinha o corpo dominado pela carne. (e que carne!). Os meus olhos quase saltaram da cara. Desprevenido como eu estava, ela me rancou a toalha, me deixando nú. Me joguei na cama mais do que depressa. Eu estava desesperado - para esconder a minha nudez. Caí debrussado na cama já pegando a bíblia debaixo do travesseiro, e comecei a ler em voz alta. Enquanto eu dizia:  "O Senhor é meu pastor e nada me faltará"; ela dizia: "Por favor! Me come! Eu não aguento mais!       Eu tava pra furar a cama.   E continuava: ...Deitar me faz em verdes pastos; guia-me as águas tranquilas... E ela continuava: ...Por favor! Eu não aguento mais! Me come! Eu te amo!    Ela arrastava a cara do lula na minha bunda nua. Eu comecei a implorar a Deus por misericórdia; e a espulsar o satanás em nome de Jesus. (...) Anos depois eu me senti uma anta. Ainda bem que a minha doutrina não dizia que eu tinha que engolir um rozário para me purificar. Eu iria me sentir a Laid Gaga; uma anta!
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Devaneios de adolescência retardatária ou bichice irrustida?


Eu já tinha 20 anos, cara! è isso mesmo. Eu fui virgem até os vinte anos - Falei! Mais isso é samba para outro carnaval. Qunado o cara perde a virgindade aos vinte anos é tão libertador que ele acha que pode sair por aí comendo tudo que ver pela frente. E não é para compensar o tempo perdido. É porque finalmente a anta descobre: "Nossa! Eu não sou assexuado!" Não sei. Eu só sei que eu plantei bananeira ao som de Cyndi Lauper. Subi na mesa e dancei "Girls Just Wanna Have Fun". Soltei a franga! Mesmo que o Ronaldinho, o fenômeno, não acredite. Mais foi com uma mulher que eu transei. Fazer o que? Acho que eu não sou tão chegado nas bolas como ele. Desculpa aí, Ronaldo! Mais não dar pra se enganar com a fruta nem dançando Syndi Lauper. Você vacilou, meu brother!
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Uma das maiores dores da minha adolescência

Eu estava no banheiro. Fazia o número 2. A campainha tocou. Na pressa, fui me limpar e..."acho que não ficou bem limpo". Repeti a operação. Não saiu. Parecia ser algo enganchado. Puxei devagar. Parecia etar grudado. Lembrei: "Hoje comi manga comum (manga de fiapo)". A campainha insistia em tocar.Mais o meu problema já estava resolvido. Eu já sabia o que me incomodava. Forrei uma das mãos com papel, e mais que depressa puxei com toda força: "AAAAAiiiiiiiiiiiiiiii!!!!! Meu Deus do céu! Porque a gente tem que nascer cabelo logo aqui?! Fazer o que né! Eu era uma anta.
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