quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Na minha adolescência eu não comia, mais também não era "santo".


 Eu já contei em outra ocasião que eu fui virgem até os 20 anos - Doutrina... medo... viadagem... não sei. O certo é que eu demorei muito a fazer a primeira refeição. Retardatário como sempre, aos 17 anos eu ainda estava na minha terceira namorada. Às vezes eu não suportava o fato de não poder pegar e comer logo. Mais eu havia sido treinado para comer o "lanche" só na hora do "recreio". E o "bendito" recreio em questão era o "casamento". Em algum lugar em gêneses diz: "Por causa do sexo deu-se o casamento". Nem o fato de acharem que eu era gay me fazia transgredir isso. Também, quando eu nasci o meu pai havia me colocado em suas mãos espalmadas e me erguido em direção ao céu: "_Eis que nasceu entre nós o símbolo da obediência, e se chamará Obede". Eu estava fadado a obediência. Mais essa minha tal terceira namorada era diferente das outras. E induzido por ela eu fiz poucas e boas. "Obede, amanhã quando você vier me ver, rasgue o bolço dianteiro do lado esquerdo da sua calça". E assim eu fiz. Nos amassos da noite seguinte, ela meteu a mão no tal bolso rasgado e foi certinho no meu instrumento. Esse tipo de carícias se repetiram muitas noites seguintes. Eu sempre me esforçava muito para não melar a mão dela. Mais nem sempre eu conseguia. Uma das vezes, em que eu estava mais pra lá do que pra cá; a mão dela mais do que atolada no meu bolso; Chegou o pastor de nossa igreja querendo ver o meu "ex-futuro fracassado sogro". Ela disse: _ O papai ta lá dentro. (Escondendo a mão que havia terminado de puxar de dentro do meu bolso) Mais o pastor ainda não havia falado nada. E então ele disse: "_A paz do senhor, irmã! (e estendeu a mão para um cumprimento). Eu sabia que se ela o cumprimentasse, a mão dele ia ficar toda melada; nós teríamos nossas atividades na igreja suspensas por pelo menos um mês. Como bom cavalheiro que eu era, para livrá-la do constrangimento, estendi a mão e o cumprimentei; _ A paz do Senhor, meu pastor!" Por um momento eu me sentí o salvador da pátria. O plano teria dado certo se minha mão também não estivesse melada. Eu era uma anta mesmo! Eu tinha terminado de puxar a minha mão de debaixo da saia dela.
 (Se você se divertiu com esta postagem, deixe-me o seu comentário. Em seguida eu, Obede Simão, deixarei um comentário sobre o seu comentário) Obrigado!

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